Na manhã de 7 de junho de 1992, uma pequena casa localizada na 1717 East Delmar Street, em Springfield, no estado norte-americano do Missouri, parecia ter sido abandonada no meio de uma noite comum. Três carros permaneciam do lado de fora. Dentro da residência estavam bolsas, carteiras, documentos, chaves, roupas, cigarros, dinheiro e objetos pessoais que dificilmente seriam deixados para trás por alguém que planejasse viajar. A televisão permanecia ligada. O cachorro da família estava agitado. A cama de Sherrill Elizabeth Levitt parecia ter sido usada. Em um dos quartos, as roupas que Suzanne Elizabeth Streeter e Stacy Kathleen McCall haviam vestido na noite anterior estavam no chão. Tudo indicava que as três mulheres estiveram naquela casa durante a madrugada. Mas nenhuma delas estava lá. Sherrill Levitt, de 47 anos, sua filha Suzanne “Suzie” Streeter, de 19, e Stacy McCall, de 18, desapareceram sem deixar uma explicação verificável. Não havia sangue, móveis destruídos ou sinais evidentes de uma luta. Os veículos não haviam sido levados e nenhum pedido de resgate foi recebido. O único dano visível era a cúpula de vidro quebrada da luminária da varanda. Mais de três décadas depois, o episódio continua conhecido como The Springfield Three, “As Três de Springfield”. A polícia recebeu milhares de informações, investigou suspeitos, examinou terrenos e acompanhou teorias que se espalharam pelo país. Nenhuma dessas iniciativas conseguiu estabelecer quem retirou as três mulheres da casa, como isso aconteceu ou para onde elas foram levadas. O caso permanece oficialmente aberto.
Uma noite de comemoração
Suzanne Streeter e Stacy McCall haviam acabado de concluir o ensino médio na Kickapoo High School. A cerimônia de formatura ocorreu na tarde de sábado, 6 de junho de 1992, no Hammons Student Center, então ligado à Southwest Missouri State University, atual Missouri State University. Sherrill Levitt acompanhou a formatura da filha. Cosmetologista e mãe solo, ela vivia com Suzie na casa da East Delmar havia poucas semanas. Sherrill era descrita por amigos como uma mulher independente, dedicada ao trabalho e muito próxima da filha. Stacy, por sua vez, era amiga de Suzie e havia recebido da família um filhote de cocker spaniel branco como presente de formatura. Depois das comemorações familiares, as duas jovens saíram para participar de festas organizadas por colegas. O plano original era terminar a noite na residência de Janelle Kirby, outra amiga do grupo. Na manhã seguinte, elas seguiriam com outros jovens para o parque aquático White Water, em Branson. A casa de Janelle, no entanto, estava cheia. Suzie e Stacy decidiram procurar um lugar mais tranquilo para dormir. Por volta das 2 horas da madrugada de 7 de junho, foram vistas deixando a última confraternização. Suzie teria pedido que Stacy a seguisse de carro até sua casa na East Delmar. Essa foi a última vez em que as duas foram vistas com segurança.
A mãe que já estava em casa
Enquanto as jovens participavam das festas, Sherrill passou a noite em casa. Ela trabalhava na reforma de um móvel de madeira em seu quarto e conversou por telefone com uma amiga aproximadamente às 23h15. Nada na conversa indicou medo, preocupação ou a presença de alguma pessoa desconhecida. Os investigadores concluíram que Sherrill foi dormir naquela noite. Sua cama parecia ter sido utilizada, e os óculos de leitura continuavam dentro da casa. Suzie e Stacy também aparentemente chegaram à residência: os dois carros estavam estacionados do lado de fora e suas roupas, joias e bolsas foram encontradas no interior do imóvel. Em algum momento entre a chegada das jovens e o início da manhã, algo aconteceu dentro ou nas proximidades da residência. O problema é que quase nenhum vestígio confiável sobreviveu.
A casa aberta e o silêncio
Na manhã de domingo, Suzie e Stacy não apareceram para o passeio combinado. Por volta das 9 horas, Janelle Kirby e seu namorado, Mike Henson, foram até a East Delmar para procurá-las. Ao chegarem, encontraram os carros estacionados, mas ninguém respondeu à porta. A entrada estava destrancada. O cachorro da família, Cinnamon, permanecia dentro da residência e demonstrava agitação. Na varanda, a cúpula de vidro que protegia a luminária estava quebrada. A lâmpada, porém, continuava intacta. Como Janelle estava descalça, Mike varreu os cacos para evitar que ela se ferisse. Naquele momento, eles não sabiam que poderiam estar modificando uma possível cena criminal. Janelle entrou na casa e procurou pelas amigas. Não encontrou nenhuma delas. Durante a visita, o telefone tocou. Um homem desconhecido fez comentários obscenos. Ela desligou, mas o telefone tocou novamente com outra ligação de teor semelhante. Suzie já havia mencionado o recebimento de trotes desde que se mudara para aquela casa. Por isso, inicialmente, as ligações não foram associadas ao desaparecimento. Janelle e Mike deixaram o imóvel sem imaginar a dimensão do que havia acontecido.
O segundo grupo de visitantes
Com o passar das horas, Stacy continuou sem entrar em contato com a família. Sua mãe, Janis McCall, telefonou para o parque aquático e descobriu que a filha não havia aparecido. Em seguida, dirigiu-se até a residência de Sherrill. Outros parentes e amigos também passaram pela casa. Antes que a polícia tratasse o endereço como cena de um possível crime, diversas pessoas entraram nos quartos, tocaram em objetos, usaram o telefone, limparam recipientes e reorganizaram partes do ambiente. Estimativas divulgadas posteriormente indicaram que entre dez e vinte pessoas podem ter circulado pelo imóvel antes da preservação adequada. A contaminação da casa se transformaria em uma das maiores dificuldades da investigação. Impressões digitais, fibras, marcas de calçados e objetos potencialmente relevantes poderiam ter sido tocados, deslocados ou destruídos. Quando os policiais chegaram, já não era possível saber com segurança quais alterações haviam ocorrido durante a madrugada e quais tinham sido provocadas pelos visitantes da manhã.
Tudo permanecia no lugar
A cena apresentava uma contradição desconcertante. Três pessoas haviam desaparecido, mas praticamente tudo que precisariam para deixar voluntariamente a cidade continuava na residência. Os carros estavam estacionados. As bolsas das três mulheres foram encontradas juntas. Dentro delas estavam carteiras, documentos e objetos pessoais. As chaves também permaneceram no imóvel. Sherrill havia deixado em sua bolsa centenas de dólares provenientes de seu trabalho no salão. Seus cigarros continuavam na casa, comportamento considerado incomum por familiares devido ao hábito frequente de fumar. Os medicamentos de Stacy também não foram levados. Nenhuma das três buscou roupas adicionais ou entrou em contato com empregadores. Sherrill tinha compromissos profissionais e uma consulta médica. Stacy deveria trabalhar no Springfield Gymnastics Center em 8 de junho. Suzie tinha um turno marcado em um cinema para 9 de junho. Nenhuma delas compareceu. A polícia passou a considerar seriamente a possibilidade de sequestro ou outra forma de violência.
A mensagem apagada
Dentro da casa havia uma secretária eletrônica. Em algum momento daquela manhã, Janis McCall ouviu uma mensagem considerada estranha ou perturbadora. Ao operar o aparelho, o conteúdo foi apagado acidentalmente antes que os investigadores pudessem escutá-lo. A polícia demonstrou interesse na gravação porque ela poderia conter uma pista sobre quem telefonara para a residência ou sobre o que havia ocorrido durante a madrugada. Não foi possível recuperar o áudio. As autoridades também analisaram as ligações obscenas atendidas por Janelle. Contudo, nunca foi demonstrado que os telefonemas estivessem ligados ao desaparecimento. A voz teria parecido jovem, e Suzie já havia recebido chamadas semelhantes anteriormente. A mensagem apagada e os trotes se tornaram elementos recorrentes nas discussões públicas sobre o caso, mas nenhum deles conduziu a uma identificação.
Uma cena sem confronto aparente
A ausência de sinais evidentes de luta levantou uma hipótese central: as três mulheres poderiam ter saído sem reagir porque conheciam a pessoa que apareceu naquela casa ou porque acreditavam estar diante de alguma autoridade. Uma segunda possibilidade é que tenham sido controladas mediante ameaça. Um único agressor armado poderia ter conseguido retirar três pessoas da residência sem provocar uma luta extensa, especialmente se uma delas fosse usada para obrigar as demais a cooperar. Nenhuma dessas hipóteses foi comprovada. Também não se sabe quem era o alvo principal. O responsável poderia ter procurado Sherrill, Suzie ou Stacy e encontrado as outras duas inesperadamente. Outra possibilidade é que o crime tenha começado fora da residência e terminado com a retirada de todas para eliminar testemunhas. O horário exato também permanece incerto. As roupas e os objetos encontrados indicam que as jovens chegaram à casa, mas não existe uma testemunha conhecida que confirme ter visto as três juntas no interior do imóvel.
A cúpula quebrada
O vidro quebrado da luminária da varanda é um dos poucos elementos físicos frequentemente associados ao desaparecimento. Não se sabe, porém, quando ou como ele foi danificado. A peça poderia ter sido quebrada durante uma tentativa de chamar a atenção de quem estava dentro, em uma discussão na entrada, durante a remoção das vítimas ou até antes do episódio. Como os fragmentos foram varridos antes da chegada dos investigadores, eventuais impressões, sangue, fibras ou marcas de impacto não foram preservados de forma adequada. A lâmpada continuava funcionando. Isso sugeria que alguém havia atingido apenas a cobertura externa, mas não explicava se o dano era parte do crime ou apenas uma coincidência. Transformado em símbolo do caso, o vidro quebrado nunca revelou sua história.
A ligação interrompida
Em 31 de dezembro de 1992, quase sete meses depois do desaparecimento, um homem telefonou para a linha do programa America’s Most Wanted e afirmou possuir informações sobre as mulheres. Segundo a polícia, o desconhecido aparentava ter conhecimento relevante. Enquanto o operador tentava transferir a ligação para investigadores de Springfield, a chamada caiu. As autoridades fizeram apelos públicos para que ele ligasse novamente. O homem jamais foi identificado e não voltou a entrar em contato. Não se sabe se ele realmente tinha informações privilegiadas, se testemunhara alguma coisa ou se era apenas mais uma pessoa buscando atenção.
Milhares de pistas e nenhum corpo
A repercussão nacional produziu milhares de telefonemas, cartas e relatos. Investigadores trabalharam com o FBI, a Patrulha Rodoviária do Missouri e outras agências. Áreas rurais, propriedades e possíveis locais de ocultação foram examinados ao longo dos anos. A geografia da região aumentava a dificuldade. Springfield é cercada por áreas rurais, cavernas, florestas, lagos e propriedades privadas. Um responsável familiarizado com o território poderia ter escolhido um local de difícil acesso ou que passasse anos sem ser alterado. Sem corpos, uma arma, imagens ou uma testemunha presencial conhecida, a investigação ficou dependente de depoimentos e informações que frequentemente não podiam ser confirmados. Os anos também comprometeram lembranças e reduziram a possibilidade de encontrar determinados vestígios. Ao mesmo tempo, os avanços em análise genética e tecnologia forense mantêm aberta a possibilidade de reexaminar materiais preservados.
Robert Craig Cox e uma declaração calculada
Um dos nomes mais associados ao caso é Robert Craig Cox, condenado por sequestro e roubo e investigado em outros crimes violentos. Cox vivia em Springfield em 1992 e chegou a ser questionado. Ele afirmou inicialmente que estava com a namorada em uma igreja na manhã posterior ao desaparecimento. Ela confirmou a versão, mas posteriormente declarou que havia sido orientada por Cox a sustentar aquele álibi. Em 1997, enquanto cumpria pena no Texas, Cox declarou a jornalistas que sabia que as três mulheres estavam mortas e que seus corpos nunca seriam encontrados. Também sugeriu que poderia revelar informações no futuro. As declarações produziram enorme repercussão, mas não vieram acompanhadas de provas verificáveis. Cox variou suas afirmações e nunca conduziu a polícia até um local onde vestígios das mulheres fossem encontrados. A posição das autoridades permanece cautelosa. Cox é tratado publicamente como uma pessoa investigada ou de interesse histórico, não como autor comprovado. Investigadores também consideraram a possibilidade de que suas falas fossem uma tentativa de obter notoriedade ou controlar a atenção em torno do caso. Nenhuma acusação relacionada às três mulheres foi apresentada contra ele.
Outros nomes investigados
Ao longo dos anos, diferentes criminosos ligados à região foram analisados. Entre eles estava Gerald Carnahan, posteriormente condenado pelo estupro e assassinato de Jackie Johns, ocorrido em 1985 no sudoeste do Missouri. A presença de agressores violentos na região e as semelhanças genéricas entre desaparecimentos alimentaram teorias públicas. Também foram examinadas possíveis conexões com criminosos itinerantes, grupos locais e pessoas ligadas à rotina das vítimas. Nenhuma dessas linhas resultou em acusação. A existência de um histórico criminal grave não prova envolvimento no desaparecimento de Sherrill, Suzie e Stacy. Por essa razão, nomes mencionados em programas, fóruns e produções de true crime não devem ser tratados como responsáveis sem evidências oficiais.
A teoria do estacionamento
Uma das hipóteses mais populares afirma que os corpos estariam sob um estacionamento construído no Cox Medical Center South. Anos depois do desaparecimento, uma análise particular com radar de penetração no solo identificou anomalias sob parte da estrutura. Os formatos foram interpretados por alguns defensores da teoria como possíveis espaços compatíveis com sepultamentos. A Polícia de Springfield considerou a informação sem credibilidade suficiente para justificar a demolição da estrutura. As autoridades ressaltaram que a construção do estacionamento começou mais de um ano depois do desaparecimento e que a denúncia original não apresentou uma base factual verificável. A teoria também teria surgido a partir de uma visão, sonho ou alegação de natureza psíquica, e não do depoimento de uma pessoa que presenciou o descarte dos corpos. Até hoje, nenhuma evidência confirmou que as três mulheres estejam sob o estacionamento.
As teorias que a internet transformou em certeza
O caso antecedeu as redes sociais, mas encontrou nelas um segundo ciclo de exposição. Fóruns, podcasts e vídeos passaram a analisar detalhes da casa, o comportamento do cachorro, a forma como os veículos estavam estacionados e supostas relações pessoais das vítimas. Algumas dessas discussões ajudaram a manter o caso conhecido. Outras produziram acusações sem comprovação contra amigos, familiares e moradores de Springfield. A dificuldade central permanece a mesma: muitos detalhes populares não têm origem em documentos oficiais ou foram modificados ao longo de décadas de repetição. Não há confirmação de que a posição dos carros revele a presença de um quarto veículo. Não há prova de que as ligações obscenas tenham sido feitas pelo responsável. Não existe evidência pública de que uma das três tenha saído voluntariamente. Também não foi demonstrado que as mulheres estejam no estacionamento do hospital. As hipóteses podem orientar perguntas, mas não substituem provas.
Três vidas interrompidas
Sherrill Levitt nasceu em 1º de novembro de 1944. Trabalhava como cosmetologista e era lembrada por clientes e amigos como uma mulher sociável e comprometida com sua rotina. Tinha 47 anos quando desapareceu. Suzanne Streeter nasceu em 9 de março de 1973. Tinha 19 anos, acabara de concluir a escola e planejava iniciar uma nova etapa da vida adulta. Stacy McCall nasceu em 23 de abril de 1974. Aos 18 anos, também havia acabado de se formar e tinha compromissos com o trabalho, os amigos e a família. Durante décadas, suas imagens permaneceram em cartazes, outdoors, programas de televisão e vitrines de Springfield. Para a família McCall, o tempo não transformou a ausência em uma certeza jurídica ou emocional. Sem os restos mortais e sem uma explicação, ainda existe uma fronteira dolorosa entre esperança e luto.
O impacto sobre Springfield
O desaparecimento modificou a percepção de segurança da cidade. O caso aconteceu durante uma celebração escolar, quando famílias planejavam viagens, festas e o início da vida universitária dos formandos. A ideia de que três mulheres poderiam desaparecer de uma residência sem deixar sinais claros passou a fazer parte da memória coletiva de Springfield. Mobilizações, vigílias e campanhas continuaram sendo organizadas. Em Phelps Grove Park, um banco foi dedicado às desaparecidas no Victims Memorial Garden. A cada aniversário, familiares e moradores voltam a pedir informações. Para investigadores que trabalharam no caso, a ausência de uma solução permanece como uma das maiores frustrações profissionais de suas carreiras.
O que a polícia afirma atualmente
A Polícia de Springfield mantém as três mulheres na lista de casos não solucionados. A instituição afirma ter conduzido uma investigação extensa com apoio de órgãos estaduais, federais e locais, mas informa que não surgiu uma pista positiva capaz de estabelecer o motivo do desaparecimento ou a localização das vítimas. Em junho de 2026, 34 anos após o episódio, o caso continuava sendo tratado como uma investigação ativa. Nenhuma prisão havia sido realizada e as três permaneciam oficialmente desaparecidas. As autoridades ainda solicitam que pessoas com informações concretas procurem o Departamento de Polícia de Springfield. Uma lembrança aparentemente pequena, uma conversa antiga ou um dado antes considerado irrelevante pode ser comparado a materiais que nunca foram divulgados publicamente.
O que provavelmente aconteceu?
As circunstâncias tornam a saída voluntária extremamente improvável. Três pessoas com compromissos diferentes não abandonariam simultaneamente veículos, dinheiro, documentos, bolsas, medicamentos e o animal da família sem contatar ninguém. A hipótese predominante é a de que houve ação criminosa. Ainda assim, não é possível afirmar se o responsável era conhecido das vítimas, se utilizou uma falsa identidade, se estava armado, se agiu sozinho ou se entrou na residência por acaso. Também não se pode determinar qual das três mulheres era o alvo inicial. A inexistência de uma cena violenta não significa que elas saíram voluntariamente. A coerção pode ocorrer rapidamente e sem deixar marcas visíveis, principalmente quando existe ameaça contra outra pessoa. O que falta é o elemento capaz de ligar uma dessas possibilidades a alguém específico.
Um mistério preservado pelo próprio vazio
Muitos casos não solucionados acumulam vestígios contraditórios. The Springfield Three é perturbador justamente pelo contrário: quase tudo que poderia explicar a ausência também desapareceu. Não há uma cena de confronto claramente identificável. Não há registro de uma viagem. Não há movimentação bancária conhecida que indique fuga. Não há pedido de resgate. Não há restos mortais confirmados. Não há confissão acompanhada de provas. Restaram os carros no lado de fora, as bolsas no quarto, o cachorro dentro da casa e uma luminária quebrada na entrada. Também restou uma manhã durante a qual pessoas bem-intencionadas circularam pelo imóvel sem saber que poderiam estar apagando as últimas marcas deixadas pelo responsável.
Conclusão
Sherrill Levitt, Suzanne Streeter e Stacy McCall não simplesmente desapareceram da memória pública. Seus nomes continuam associados a uma das investigações mais enigmáticas dos Estados Unidos porque o caso parece congelado entre dois momentos: a chegada das jovens à casa e a entrada dos primeiros amigos na manhã seguinte. Em algum ponto desse intervalo, três mulheres foram retiradas de suas rotinas sem levar quase nada. A polícia investigou criminosos, declarações, terrenos e supostos locais de sepultamento. Nenhuma teoria produziu uma resposta capaz de resistir à verificação. Depois de mais de três décadas, o caso continua sem autor conhecido, sem localização das vítimas e sem uma reconstrução definitiva dos acontecimentos. Na casa da East Delmar, tudo que pertencia a elas permaneceu para trás. Menos elas.
Fontes: Springfield Police Department (página oficial “Three Missing Women” e arquivo de casos não solucionados); Springfield Police Department (comunicados de revisão e atualizações da investigação); KY3 News (reportagens de aniversário, entrevistas com familiares, antigos investigadores e atualizações sobre a situação do caso); Springfield News-Leader (arquivos históricos sobre a cronologia, as buscas, os telefonemas, Robert Craig Cox e as teorias investigadas); America’s Most Wanted (registros públicos relacionados à ligação recebida em dezembro de 1992); Registros públicos, entrevistas e materiais arquivados sobre Sherrill Elizabeth Levitt, Suzanne Elizabeth Streeter e Stacy Kathleen McCall.